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Ginecologia Natural

Reconectar-se com os processos naturais do seu corpo, com a natureza, com a sabedoria de suas ancestrais, reconectar-se com você mesma! Isso é ginecologia natural. Um conceito que vem sendo difundido hoje, mas praticado há muito tempo por nossas avós, bisavós e por nossas ancestrais.

Trata-se do empoderamento da mulher com relação ao seu corpo, seus ciclos internos, seu sangue, possibilitando à mulher que se torne uma especialista de si mesma, um processo de cura e autoconhecimento. Traz de volta o conhecimento ancestral das sábias mulheres, que tinham em sua menstruação um momento sagrado de recolhimento e reconexão, que juntas potencializavam suas forças e seus saberes.

A ginecologia natural é uma forma de natureza da mulher.

Ervas, meditação e auto-observação

São os pilares dessa sabedoria que já vive dentro de cada mulher, é preciso apenas resgatá-la.

Autoconhecimento através do corpo, uma redescoberta de si mesma e de seu feminino sagrado e, principalmente, uma reconexão com sua essência, através da aceitação, do respeito, do amor e da cura.

Com origem nos países Andinos, mais especificamente Chile, Uruguai e Argentina, a chamada Ginecologia Natural é, na verdade, um movimento que resgata os saberes ancestrais sobre como cuidar do corpo, reconhecendo-o como o instrumento mais poderoso de vida e de cura, e está intrinsecamente relacionada ao sagrado feminino, a conexão com a força e a essência da mulher, com a terra, a lua, saberes ensinados e deixados como herança por mulheres de outros tempos.PUBLICIDADE

Tendo como ponto de partida a região mais energética da mulher, a região pélvica responsável por abrigar o chakra da sexualidade, a prática da ginecologia natural reforça a necessidade de observar esse lugar feminino de forma atenta para encontrar respostas e sinais, estimulando o olhar para dentro de nós mesmas com o objetivo de decifrar as emoções e comportamentos que influenciam e propagam doenças e curas nos nossos corpos.

A Ginecologia Natural, que não é uma especialidade da Medicina tradicional, gira em torno da consciência corporal para identificar quais situações, comportamentos e emoções desencadeiam cada tipo de doença, distúrbio ou desregulamento do ciclo. Esse método possibilita diagnóstico e tratamentos holísticos, ou seja, é capaz de enxergar o corpo como um organismo integrado, com todos os seus órgãos interligados e conectados, funcionando de forma conjunta e correspondente.  

Ser adepta à Ginecologia Natural como profissional da saúde é olhar para a mulher como um ser integral, não apenas focar no problema específico sendo relatado no momento da consulta, mas sim considerar, para um diagnóstico real e assertivo, seus sentimentos, seus problemas, suas angústias e suas alegrias. Indo além, é entender também como ela interpreta os sinais enviados pelo próprio corpo, como aceita (ou não) a sua menstruação, e ainda como ela mesma vê a sua feminilidade –  ajudando-a no processo como um todo.

Comprovação científica não. Comprovação empírica.

É bem verdade que muitos dos métodos utilizados pela Ginecologia Natural, e que vamos falar um pouco mais sobre nesye texto, não são cientificamente comprovados, mas cada vez mais mulheres estão vivenciando-os na prática e vendo os resultados reais que eles podem trazer para um dia a dia mais saudável, indo desde a substituição da pílula anticoncepcional por um método não-hormonal ou natural (você pode entender melhor sobre a diferença entre eles na nossa matéria sobre contracepção não hormonal para iniciantes) até a cura de doenças como endometriose, síndrome dos ovários policísticos e alguns casos de HPV.

Fazendo um recorte histórico, percebemos que até hoje nós, mulheres, não somos educadas para termos uma percepção atenta do nosso corpo. Por mais que o conhecimento corporal faça parte do currículo escolar nas disciplinas de ciências e biologia em algumas instituições de ensino, a abordagem ainda não é tão próxima e pessoal como deveria ser, e está longe de incentivar o autoconhecimento por meio de práticas como o toque, um processo humano, porém ainda cercado de tabus.

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