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Cosmetologia Natural

Benefícios da Cosmética Natural — Como Iniciar Nessa Área?

A cosmética natural se tornou bastante comentada desde que passou-se a compreender a importância de verificar a procedência dos ingredientes usados na composição de produtos que usamos diariamente. Afinal, alguns deles podem conter substâncias que não são boas para o organismo, além de haver a possibilidade de colaborar com circuitos de exploração humana, animal ou degradação do meio ambiente.

Se deseja aprender como adentrar nessa área, veja só as informações que nós, da Cosmetologia do Bem, selecionamos para você!

O uso da cosmética natural

ingredientes usados na cosmética natural

O conceito da cosmética natural pode ser remontado desde milênios atrás. O uso da natureza para fins de cuidados pessoais sempre foi muito presente e necessário para a humanidade, de forma que, com o passar dos anos, foram descobertas cada vez mais formas de utilizá-la e combiná-la de diferentes formas a nosso favor.

É por isso que foi desenvolvido um grande sistema de confecção de cosmetologia em todo o mundo, principalmente depois dos processos de Revolução Industrial — que inaugurou uma cadeia de produção em larga escala.

O estabelecimento dessas indústrias facilitou o uso de produtos de higiene e beleza, mas também aumentou os riscos de contato com substâncias que podem ser prejudiciais ao corpo, como conservantes, corantes, metais pesados, entre outros. Além disso, a exploração violenta de recursos naturais e testes feitos em animais se tornaram uma grande problemática.

sabonete translúcido - cosmética natural

Pensando na saúde e na sustentabilidade, a cosmética natural voltou a ser uma prática usual, de modo que várias pessoas estão aprendendo a confeccionar de maneira artesanal os produtos mais importantes para o dia a dia.

É possível fazer sabonetes, desodorantes, hidratantes, shampoo e condicionadores para os cabelos, entre outros.

Como se iniciar na cosmetologia natural?

Ainda que os conhecimentos sobre a aplicação de insumos naturais em seu dia a dia não sejam tão presentes, adentrar-se na área e saber sobre o funcionamento da cosmética natural não é uma grande dificuldade.

Além do surgimento de diversas formulações que podem ser reproduzidas com elementos fáceis de serem encontrados, também existem cursos de cosmetologia que ajudam a direcionar os ensinamentos, de modo que é possível entender a teoria e o porquê das formulações serem feitas de determinadas maneiras.

sabonete natural e flores naturais

A retomada da cosmetologia natural vai muito além de fazer os seus próprios produtos de beleza e higiene. Um dos seus maiores princípios é compreender o quanto esses itens artesanais podem fazer bem a você e ao planeta, desde o processo de produção até o momento de usá-los.

Gostou de saber os benefícios da curso de cosmética natural.

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Circulo de mulheres

Os círculos são momentos mágicos onde as mulheres se redescobrem e se reinventam, com o apoio de outras que já viveram ou estão a viver situações idênticas. No círculo vais:

  • Ouvir e ser ouvida de forma genuína e profunda
  • Criar tempo e espaço para ti, como Mulher
  • Sentir a liberdade de deixar cair as máscaras
  • Ligar-te de forma inspiradora a outras Mulheres
  • Aceder a novas partes de ti própria
  • Aprender com outras experiências e visões da vida

O QUE ESPERAR DE UM CÍRCULO?

  • Um espaço seguro, onde o julgamento não entra e a confiança é garantida.
  • Um momento de crescimento coletivo, onde a partilha surge naturalmente mas não é obrigatória.
  • Uma oportunidade de refletir sobre as escolhas da nossa vida, usando dinâmicas e conceitos de coaching.
  • Um encontro entre Mulheres onde trocamos a competição pela conexão e nos reencontramos com o melhor que temos dentro de nós.

“Círculos de Mulheres podem ser vistos como um movimento evolucionário e revolucionário que está escondido por trás de uma imagem aparente: parece ser apenas um grupo de mulheres reunidas, mas cada mulher e cada Círculo está contribuindo para algo muito maior.

Quando as mulheres se reúnem e fazem um compromisso umas com as outras para estar em um círculo, com um propósito espiritual, NO SENTIDO DE UNIÃO DE SUAS ALMAS, elas estão criando um vaso de cura e transformação de si mesmas, e sendo veículo para a mudança em seu mundo.  Estes são os círculos de compaixão que podem tornar-se incubadoras de mudanças políticas, sociais e pessoais. 

Um círculo é um lugar seguro também para expressar a esperança, as intuições, a tristeza e a raiva, que são parte de todo processo  terapêutico.  

A intenção de estar em um círculo com um centro espiritual convida o mundo invisível do espírito ou da alma para estar no centro do círculo e no centro da psique de cada pessoa no círculo. Por meio do silêncio meditativo ou de oração silenciosa, sabedoria e paz podem entrar.

Nos Círculos as mulheres podem dizer em voz alta  o que passa em seus corações e mentes ao mesmo tempo que têm a capacidade de ouvir com compaixão. Círculos evocam um sentimento de irmandade e também um sentimento de estar em um espaço materno arquetípico.” Jean Shinoda Bolen

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Ginecologia Natural

Reconectar-se com os processos naturais do seu corpo, com a natureza, com a sabedoria de suas ancestrais, reconectar-se com você mesma! Isso é ginecologia natural. Um conceito que vem sendo difundido hoje, mas praticado há muito tempo por nossas avós, bisavós e por nossas ancestrais.

Trata-se do empoderamento da mulher com relação ao seu corpo, seus ciclos internos, seu sangue, possibilitando à mulher que se torne uma especialista de si mesma, um processo de cura e autoconhecimento. Traz de volta o conhecimento ancestral das sábias mulheres, que tinham em sua menstruação um momento sagrado de recolhimento e reconexão, que juntas potencializavam suas forças e seus saberes.

A ginecologia natural é uma forma de natureza da mulher.

Ervas, meditação e auto-observação

São os pilares dessa sabedoria que já vive dentro de cada mulher, é preciso apenas resgatá-la.

Autoconhecimento através do corpo, uma redescoberta de si mesma e de seu feminino sagrado e, principalmente, uma reconexão com sua essência, através da aceitação, do respeito, do amor e da cura.

Com origem nos países Andinos, mais especificamente Chile, Uruguai e Argentina, a chamada Ginecologia Natural é, na verdade, um movimento que resgata os saberes ancestrais sobre como cuidar do corpo, reconhecendo-o como o instrumento mais poderoso de vida e de cura, e está intrinsecamente relacionada ao sagrado feminino, a conexão com a força e a essência da mulher, com a terra, a lua, saberes ensinados e deixados como herança por mulheres de outros tempos.PUBLICIDADE

Tendo como ponto de partida a região mais energética da mulher, a região pélvica responsável por abrigar o chakra da sexualidade, a prática da ginecologia natural reforça a necessidade de observar esse lugar feminino de forma atenta para encontrar respostas e sinais, estimulando o olhar para dentro de nós mesmas com o objetivo de decifrar as emoções e comportamentos que influenciam e propagam doenças e curas nos nossos corpos.

A Ginecologia Natural, que não é uma especialidade da Medicina tradicional, gira em torno da consciência corporal para identificar quais situações, comportamentos e emoções desencadeiam cada tipo de doença, distúrbio ou desregulamento do ciclo. Esse método possibilita diagnóstico e tratamentos holísticos, ou seja, é capaz de enxergar o corpo como um organismo integrado, com todos os seus órgãos interligados e conectados, funcionando de forma conjunta e correspondente.  

Ser adepta à Ginecologia Natural como profissional da saúde é olhar para a mulher como um ser integral, não apenas focar no problema específico sendo relatado no momento da consulta, mas sim considerar, para um diagnóstico real e assertivo, seus sentimentos, seus problemas, suas angústias e suas alegrias. Indo além, é entender também como ela interpreta os sinais enviados pelo próprio corpo, como aceita (ou não) a sua menstruação, e ainda como ela mesma vê a sua feminilidade –  ajudando-a no processo como um todo.

Comprovação científica não. Comprovação empírica.

É bem verdade que muitos dos métodos utilizados pela Ginecologia Natural, e que vamos falar um pouco mais sobre nesye texto, não são cientificamente comprovados, mas cada vez mais mulheres estão vivenciando-os na prática e vendo os resultados reais que eles podem trazer para um dia a dia mais saudável, indo desde a substituição da pílula anticoncepcional por um método não-hormonal ou natural (você pode entender melhor sobre a diferença entre eles na nossa matéria sobre contracepção não hormonal para iniciantes) até a cura de doenças como endometriose, síndrome dos ovários policísticos e alguns casos de HPV.

Fazendo um recorte histórico, percebemos que até hoje nós, mulheres, não somos educadas para termos uma percepção atenta do nosso corpo. Por mais que o conhecimento corporal faça parte do currículo escolar nas disciplinas de ciências e biologia em algumas instituições de ensino, a abordagem ainda não é tão próxima e pessoal como deveria ser, e está longe de incentivar o autoconhecimento por meio de práticas como o toque, um processo humano, porém ainda cercado de tabus.

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Descubra o arquétipo da Deusa que habita em você.

Descubra aqui A Deusa que te representa!

Honrar o sagrado feminino é se reverenciar como mulher.

Não estamos aqui falando de uma religião, mas de algo que requer reconhecimento, espiritualidade e consciência, que amplia nosso lugar no mundo pela conexão espiritual de que somos o todo, o sagrado. Que nós temos a centelha divina, e que somos deuses e Deusas.Aprendemos a reverenciar Deus, apenas no masculino, e esquecemos das reverencias a energia feminina, as Deusas.E quando paramos para perceber, vemos que Deus é mãe, a nossa Terra que nos acolhe e nos alimenta. E que todos, somos um. Um só amor. (one love, one heart)Hoje, o chamado vem para os arquétipos das Deusas que habitam em nós, com quem nos identificamos, e como nos mostramos ao mundo, qual é nossa força, nosso poder, nossas características, e qual Deusa nos representa nas diferentes fases da vida? Quais arquétipos me identifico, e quais devo trabalhar?Portanto, CONVOQUE SUA DEUSA!
Nossa deusa interior se refere a força do feminino, o instintivo, o desejo natural e a liberdade de ceder a ele, o que cada mulher de fato é – sem máscaras e sem regras. Despertar sua deusa interior significa se sentir mais viva, deixando aflorar a verdadeira mulher que existe em você, longe de padrões.Expressar nossa essência, da forma que somos, sem as amarras do pensamento e as barreiras impostas pela sociedade. Sermos simplesmente o que somos e como somos, sem comparações nos torna mais fortes, autênticas, leves, únicas e unidas, nos fortalecendo no caminho da sabedoria e do amor. Nos cuidando, como Deusas.Podemos nos identificar, com alguns arquétipos, vendo nossa semelhança interior com as deusas. Esse encontro com sua deusa interior, pode te fazer perceber características da sua essência, reconhecendo atitudes e poderes que habitam dentro de nós, e arquétipos que precisam ser trabalhados para se manifestar da melhor forma.

DEUSA ATENA: ARQUÉTIPO DA GUERREIRA

Deusa da sabedoria e da civilização. Racional, dominadora, objetiva e intelectual, guia aspectos da realização profissional. Rege a tecnologia, a ciência e os movimentos políticos e sociais se envolvendo com temas sobre educação, justiça e cultura. É prática, independente e autônoma. Corajosa, luta pelas causas que acredita, tem o raciocínio logico e a energia extrovertida. Seu lema é trabalho, no qual sempre tem destaque, intimidando alguns homens, mas mantem boa relação de amizade com eles. No amor gosta dos papos inteligentes, mas tem dificuldades em se libertar para paixões, tendo tendência a desconexão com o corpo físico e emocional, inconsciência sexual e fragilidade emocional. Busca um companheiro sensível que lhe cuide emocionalmente.Nos ensina a busca pelo conhecimento, o desenvolvimento intelectual e do raciocínio lógico, a fortalecer o ego, e partir para a ação. Busca resiliência

DEUSA AFRODITE: ARQUETIPO DA AMOROSA

Regente do amor, da sensualidade e da sexualidade, não tem pudores sexuais, gosta de tudo que é belo. É romântica e gosta de vivenciar paixões, gosta da beleza da vida e vai sempre se envolver com arte, arquitetura, moda, artesanato.Rege aspectos da vida intima e das relações pessoais, tem uma grande capacidade de se ligar aos outros, possui um magnetismo que atrai todos os olhares para si, compreende a energia masculina, é sensível e artística. Presença, conexão, empatia e trocas. Por muitos pode ser considerada como vagabunda, pode ser rejeitada por outras deusas, pode se envolverem intrigas amorosas, pois não mede as consequências.Quando em desequilíbrio tem baixa autoestima.Vem nos ensinar a nos comunicarmos com amorosidade (verbal e corporal), a praticarmos o amor próprio, autoestima, nos abrirmos para o belo e para os sentidos, a termos empatia pelo universo masculino e a sermos sensíveis.

DEUSA PERSÉFONE: ARQUETIPO DA MEDIUM

Deusa do mundo oculto, intuitiva e atraída pelo místico e espiritual, tem fortes relações com o sobrenatural, tem experiências visionárias, relacionamento com o mundo onírico, poderes transpessoais superiores da psique, até mesmo ligados a morte. É solitária, mas não encara como solidão, apenas gosta de sua própria companhia, seu mistério e silêncio trazem grande sensualidade, despertando muito interesse nos outros. Se seu lado mediúnico estiver inibido, ela fica mais quieta, prefere ficar só, lendo, refletindo, ou escutando uma boa música. Pode ter um ego fragilizado, e certa confusão mental, que prejudicam sua assertividade e direção. Pode ser incompreendida devido a sua introspecção, mas é bondosa e carinhosa, e se importa com os outros ao seu redor. Vem nos ensinar sobre nossos processos de autoconhecimento, solitude, observação e interpretação dos nossos sonhos e acolher nossas sombras.

DEUSA ARTEMIS: ARQUETIPO DA CAÇADORA

É independente, autônoma, audaciosa, enérgica, amante dos animais e da natureza, indomável, gosta de individualidade. Não se importa com luxo, mas gosta de se sentir confortável, aprecia a dança, a atividade física, o atletismo, tendo grande conexão e consciência com o corpo físico, é aventureira, introvertida e aprecia sua liberdade e solitude, tem uma autossuficiência emocional, e grande conexão com a terra, costuma se dedicar a um estilo de vida alternativo, cuidados com animais, defesa dos direitos femininos. Não sei encaixa no sistema patriarcal, o que a exclui da sociedade, segue seus instintos, sem se deixar influenciar por opiniões alheias, é considerada bicho do mato. Vem nos ensinar a sermos livres e independentes, cuidados com nosso corpo, a nos reconectarmos com atividades da terra e do físico: plantar, dançar, cozinhar.

DEUSA DEMÉTER: ARQUÉTIPO DA MÃE

Deusa da agricultura e da fertilidade, da reprodução e da renovação da vida. Rege as colheitas, e os ciclos reprodutivos. Gosta de cuidar e zelar, sente amor por tudo, diferente de Afrodite que tem seu amor mais voltado ao prazer, Deméter volta seu amor ao próximo. Cuida dos amigos, da família, da casa, das plantas, é caseira e se dedica aos outros se doando. Também é considerada a senhora das plantas. Muito paciente, tem a tendência de lidar de maneira maternal com todos ao seu redor, gosta de contar histórias para as crianças dormirem, e vê-los crescerem sendo boas pessoas Deve ter cuidado ao se doar demais, e acabar esquecendo de si mesma. Vem nos ensinar a ouvirmos nosso instinto materno, a termos paciência, tolerância e sermos generosos, contribuindo para o crescimento do outro

DEUSA HERA: ARQUÉTIPO DA RAINHA

Deusa do patrimônio, líder, governante, sempre ligadas a questões de poder tem a função primordial de comando, nasceu para mandar. É forte, autoconfiante e decidida, busca por um companheiro forte, poderoso e que lhe inspire admiração. Não suporta a idéia de ser traída, virando uma féra. Rege o mundo material e é ligada a tradição, gostando das regras. É confiável, digna, paciente e determinada, direta, prática, autoconfiante, busca parceria forte e equilibrada com os homens, não se habituando com a cultura patriarcal, ou o fato de um homem subestima-la ou não dividir o poder com ela. Porém gosta do matrimônio e da família. Nos ensina a traçarmos estratégias com visão e eficácia, buscarmos parcerias equilibradas com o masculino, e a busca pelo poder material em uma relação saudável com o dinheiro.

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Yonieggs e o poder dos cristais

O poder oculto dos minerais

Os “cristais” desde sempre estiveram presentes em nossas vidas. Hoje em dia, podemos encontrá-los em relógios, (Cristais de Quartzo). Recentemente na medicina, nas cirurgias em que se usam raios á laser (Cristais de Rubi). Nas últimas décadas os Cristais têm sido “redescobertos” pela humanidade, seja para curas espirituais, para meditações, para energização dos chakras, plantas e animais, bem como para decoração de ambientes, residenciais ou não.

Existem várias maneiras de se usar os Cristais no nosso cotidiano: Proteção da Aura, de Água, Meditações, limpar a Aura, Elevação do Nível de Consciência e para Aumentar o Poder de Visualização. As pessoas, normalmente, sempre trazem consigo o seu cristal pessoal, aquele que somente ela toca e que, portanto, não recebe influências energéticas de outra pessoa. Escolher um Cristal é uma coisa que depende de sensibilidade e intuição, pois só quem vai utilizá-lo é que conseguirá “sentir” se vai harmonizar-se com ele.

Havendo está harmonização, haverá uma integração energética entre o Cristal e a pessoa.

Limpeza e energização dos cristais

Os cristais, após serem adquiridos, deverão receber um tratamento especial de limpeza e energização , pois antes deste processo as pedras já absorveram muitas energias positivas e negativas dos corpos físicos com os quais estiveram em contato e ambientes por onde passaram.

Ao adquirir o cristal, lave-o com água e sabão neutro em água corrente, e se necessário, faça uso de uma escovinha, enxaguando bem. Após lavá-lo, coloque-o dentro de um vaso de planta, diretamente na terra, pode ser um vasinho pequeno ou até uma jardineira muito comum em apartamentos, porém este vaso deve receber a luz do Sol e a luz da Lua e deixe a pedra lá por 3 dias e 3 noites. Durante este tempo, regue esta planta jogando a água diretamente sobre a pedra. Não molhe muito para não encharcar a raiz da planta, basta só um pouquinho. Durante estes 3 dias, acenda próximo desta pedra, incensos. No primeiro dia, incenso de limpeza como alecrim, arruda, cravo da Índia, eucalipto, benjoim, cânfora, mirra, qualquer um destes. No segundo e terceiro dias, incensos de energização, atração de energias positivas como Sol (durante o dia), Lua (durante a noite), verbena, sândalo. Assim, a pedra receberá a energia da Terra, ao entrar em contato com a terra do vaso; da Água, ao regar a planta; do Fogo ao estar recebendo a luz do Sol; e do Ar ao estar ao ar livre; não esquecendo das energias poderosas da Lua e do aroma e fumaça dos incensos que sempre faz a nossa ligação espiritual com as forças astrais.

Você pode limpar várias pedras ao mesmo tempo, não há problema quanto a isso. Você também, sempre que chover, colocar as pedras na chuva, mas não deve ficar embaixo de calhas ou goteiras, e sim, diretamente na chuva, sem que haja nada entre as pedras e o céu, só a chuva.

Programação

Logo após a limpeza é necessário fazer a programação. Após às 18h, prepare um pequeno altar (de acordo com a quantidade de pedras), pode ser um banquinho forrado com uma toalha; uma pequena parte da mesa de sua casa, onde forrará com uma toalha ou no seu próprio altar, se tiver um. Coloque 1 copo de água mineral, de cachoeira ou filtrada; 1 vela branca e 1 incenso de ligação espiritual (que pode ser benjoim, incenso, lua, sândalo, sol ou shivam ), não acendam ainda. Sente-se num lugar tranquilo, esvazie sua mente de qualquer assunto que não esteja ligado à programação do cristal. Inspire profunda e lentamente pelo nariz e solte pela boca.

Pegue a pedra com as duas mãos e converse com ela sobre a sua função a partir daquele momento, como: a partir de hoje sua função será a de cura; ou proteção; ou atrair prosperidade; ou atrair a saúde; ou afastar energias negativas… Visualize uma luz branca te envolvendo e coloque a pedra dentro das duas mãos em concha e continue mentalizando por um pouco mais a sua programação. Toda a mentalização pode durar mais ou menos 20 minutos. Após a mentalização, leve a pedra até o altar preparado anteriormente e coloque a pedra no centro do altar. Acenda a vela e o incenso e deixe lá até o outro dia. Ao acordar coloque sua pedra em local adequado e faça bom uso dela. Evite que outras pessoas a toquem, mas caso isso aconteça, energize-a por 1 dia e 1 noite de acordo com a “Limpeza do Cristal”. Energize-a também quando você sentir necessidade.

Você poderá programar várias pedras para a mesma função ao mesmo tempo; e caso você queira programar outras pedras para outras funções, poderá usar o mesmo altar, porém, deverá mentalizar uma função e depois fazer outra mentalização para outra função. Por exemplo: faça mentalização de pedras curativas, coloque as pedras no altar, descanse um pouco e comece a mentalização e programação de pedras protetoras e coloque as pedras no altar. E só quando todas as pedras estiverem no altar é deverá ser acesa a vela e o incenso. O ideal é fazer uma programação por vez, porém, em caso de urgência, pode-se fazer até 3 programações.

Faça sua programação e mentalização com muita calma e dedicação e lembre-se de que você nunca está só. E ao final, sempre agradeça aos espíritos de luz que o ajudaram.

Yoni Eggs

Medicina Vaginal dos Yoni Eggs (Gemas de Cristal Intravaginais) é uma herança da Tradição Ancestral guardada e transmitida pela escola tântrica chinesa taoísta e pela escola feminina mexicana.

A tradição da escola chinesa ensina que a sexualidade é o elixir da longa vida. Estas ancestrais femininas reconheciam na força da sexualidade um ponto de partida para uma consciência expandida da vida, e usavam estas portas internas de percepção para compreender o modus operandi desta experiência mística altamente profunda da realidade humana. Dentro da vivência feminina, as gemas se tornaram ferramentas para adquirir conhecimento, curar doenças, reprogramar crenças, prolongar a juventude e aumentar a beleza.

Sincronicamente, as mulheres das tribos indígenas maias no Antigo México também desenvolveram suas próprias práticas com as gemas de cristal, embora pertencessem a uma cultura diferente. Temos aqui a manifestação de um campo mórfico do Sagrado Feminino bastante relevante. O jade na China Antiga e a obsidiana no México eram as pedras mais utilizadas na antiguidade por essas queridas ancestrais.

A sabedoria milenar deixada por nossas ancestrais tântricas aponta que o períneo sempre foi a região mais frágil das mulheres, local por onde a energia vital se esvai com maior facilidade durante o processo de envelhecimento.

Nesta região temos o músculo pubo-coccígeno, também conhecido como MPC. Essa musculatura é a força que sustenta a estrutura basal do corpo humano e tende a se tornar mais fragilizada nas mulheres por falta de exercício, ocasionando a perda da vitalidade com sintomas de fadiga crônica e envelhecimento precoce.

Nossas ancestrais da Antiga China se preocupavam com a imortalidade. A lenda dos imortais da China não é mera coincidência neste caso, pois esta civilização sempre estudou as formas da energia vital como também a maneira correta de armazená-la no vaso físico para aumentar a longevidade, pois a velhice era vista como uma consequência natural que gera muitas deficiências e doenças. Assim, as chinesas aprenderam a armazenar a energia sexual nas gemas de jade usando-as como bateria e ferramenta de cura.

Desta forma, o verdadeiro trabalho com os yoni eggs possui uma raiz tântrica, isto é, de linhagem matriarcal, comportamental e desrepressora, embora nem todas as suas dinâmicas sejam pautadas nos exercícios sociais do Tantra tradicional, pois estes exercícios tendem a mudar de acordo com os filtros culturais de cada civilização.

Este trabalho visa principalmente:

  • Curar, limpar e abrir espaço para cultivar o amor de si;
  • Ensinar a mulher a armazenar a energia da própria sexualidade (a força vital) dentro do cristal para sua cura e usufruto;
  • Fortalecer sua musculatura para empoderar-se energeticamente e fisicamente;
  • Esvaziar as caracterizações que impedem o Feminino de ter uma relação e experiência direta com a Shakti, a energia suprema feminina da qual toda nascida mulher é herdeira biológica.

Dentro da tradição tântrica, a experiência da expansão da consciência através do uso da sexualidade também é descrita como experiência oceânica ou êxtase, e possui uma peculiaridade orgástica em que a energia vital kundalínica se expande e passa a percorrer o corpo todo, através de ciclos e etapas internas, sem que necessariamente haja um intercurso sexual.

Dentro do trabalho com os yoni eggs, isso ocorre por meio de processos similares, porém, com o uso das gemas de cristal, com conhecimentos adaptados às necessidades atuais, que são fornecidos através das práticas que geralmente são ensinadas dentro dos círculos de Sagrado Feminino ou em orientações individuais, cujas pérolas são compartilhadas em gotas nesta nossa primeira cartilha.

Fonte

Fonte: http://www.forcasmisticas.com.br/poder-dos-cristais.php

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Dicas para começar bem o seu dia

Dicas para começar bem o seu dia

A maneira como você começa o dia determina como você irá reagir e o que você irá atrair. Quem nunca teve um dia em que tudo parece dar errado, ou dias monótonos, vazios, repetitivos numa rotina sem essência e sentido? A maioria das pessoas acorda ao som do despertador, fazem tudo com pressa e sem concentração, alimentam-se rapidamente, checam as redes sociais, iniciam as primeiras horas do dia com um nível de estresse elevado. É possível se programar para fazer com que as primeiras horas do dia sejam para se energizar e começar o dia com disposição e paz interior. Vamos te dar algumas dicas de como começar o seu dia em sintonia com seu corpo, sua saúde e todo universo.

  1. Durma cedo e acorde cedo. Permita-se ter no mínimo sete horas de sono por noite. Evite o uso de eletrônicos antes de dormir. Procure não usar eletrônicos uma hora antes de dormir, prefira leitura ou meditar, tomar um banho relaxante para o cérebro desacelerar e entrar na frequência Delta.
  2.  Programe seu despertador para mais cedo, em média meia hora mais cedo do que o de costume. Assim você terá mais tempo para fazer tudo com calma. O despertador tocou? Relaxe… inicie o dia com respirações profundas, vá retomando a consciência da sua respiração, do seu corpo. Concentre-se no seu corpo, começando desde a cabeça , passando pelo tronco, abdômen e pernas até chegar a pontinha dos seus pés. Pratique alguns minutos de silêncio e respiração profunda. Este exercício lhe ajudará a ter presença, a voltar ao seu centro. Se pensamentos surgirem, não foque neles, vá se concentrando no exercício.
  3. Espreguice e alongue-se. Vagarosamente vá se espreguiçando, ainda na cama sente-se alongue seu braços, sente-se e estique as pernas e tente alcançar a ponta dos dedos dos seus pés. Alongue seus braços e pescoço. Deitado com o abdômen para cima e com as pernas esticadas, agarre uma de suas pernas e flexione e abraçando-a contra seu peito e permaneça nesta posição por 10 segundos com cada perna. Ainda na cama fique de joelhos e leve sua testa até o colchão, na posição de semente, respire. Ao levantar, permaneça em pé com a coluna ereta por alguns segundos, centre a energia, foque no seu cardíaco e estique os braços e o tronco em direção aos seus pés. Uma sessão rápida e suave de alongamentos melhoram a circulação sanguínea e trazem você para o momento presente.
  4. Tome um copo de agua morna com limão. São inúmeros os benefícios da agua morna com limão em jejum. Aumento da imunidade,alcaliniza o sangue, tem efeito diurético e purificador, melhora a energia e humor, ajuda no emagrecimento e na digestão, previne o mau hálito. Após beber, é recomendado que espere no mínimo meia hora para ingerir alimentos.
  5. Tome um banho, mesmo que seja uma ducha rápida. De preferência água morna ou fria para ativar a circulação.
  6.  Enquanto você se veste, organiza seu quarto e prepara seu café da manhã, faça com calma, leve a atenção plena a tudo o que você está fazendo. Agradeça a cama que você dormiu, a roupa que você está vestindo, ao trabalho que você está se preparando, agradeça o ar que você respira, a comida deliciosa que você come. Observe cada graça ao seu redor.
  7. Evite alimentos açucarados, gordurosos e ricos em glúten. Não exagere no café, de preferência ao chá verde, mate ou chá preto. Coma frutas, aveia, líquidos, alimentos de fácil digestão e ricos em nutrientes. Os sucos verde são uma excelente opção.
  8. Ao sair de casa, peça proteção. Chame a presença de teus anjos e guias. Faça uma oração que você goste. Ou simplesmente sorria pra vida e emane o sentimento de um dia maravilhoso para todos os seres! Eleve sua vibração e o tudo ao seu redor irá se sintonizar com a sua energia.
  9. No caminho do trabalho, ouça músicas alegres e suaves. Você pode ouvir uma meditação ou mensagens. Há muitas palestras e satsangs online que você pode escutá-las e desta forma direcionar a sua mente para focar no positivo, no abundante, na paz e na virtude. Lembre-se que você deve adestrar diariamente a mente.
  10. Comece seu dia dando bom dia e sorrindo para as pessoas, sendo cortês, educado, amável e tolerante. Faça isso no elevador, no trânsito, no metrô, no ônibus. Por mais que algumas situações sejam estressantes como no trânsito, mas seja você um ponto de luz e amor no meio deste enorme caos. Imagine se TODOS passarem a agir e exercitar o bem como você! O mundo seria bem diferente, não é mesmo?
  11. Crie um planejamento da tua semana, das tuas atividades e metas. Ao chegar no trabalho olhe primeiro para seu planner, para seus objetivos e faça acontecer!
  12. Não esqueça de colocar uma garrafa de água na bolsa para tomar ao longo do dia e de agradecer sempre!

Amamos vocês amados! Desejamos a todos uma semana cheia de luz, alegria e prosperidade!

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As expressões do ciclo menstrual

ciclo menstrual

Somos cíclicas

Durante cada etapa do ciclo menstrual a mulher vivencia diferentes formas de expressar-se. Ela se veste, se comporta e interage de diferentes formas em cada fase do ciclo. A mulher manifesta as mudanças no seu mundo interior através de suas roupas e jeitos de usar o cabelo. Inconsciente ela escolhe cores e sabores, faz escolhas que revelam seus padrões de humor e comportamento para cada fase de seu ciclo.

Fase Pré-ovulatória a mulher está mais espontânea, inspirada, autoconfiante, interativa, divertida, despojada e brincalhona. Esta enérgica e sente vontade de exercitar-se e dançar. Intuitivamente escolhe roupas mais alegres, despojadas, que delineam seu corpo e que a deixam mais sensual. Usa o cabelo mais bagunçado e permite vestir-se com criatividade. Têm preferência por roupas claras e leves. É a melhor fase para dar empuxo em projetos e concretizar sonhos.

Fase Ovulatória, fase de gerar e nutrir. A mulher sente mais energia, sua libido está mais aflorada. Ela está amorosa, acolhedora, receptiva e sensata. Fica mais ligada a família e aos amigos, sente a necessidade de dar amor. Analisa e toma decisões assertivas, age racionalmente. Seu cabelo e pele estão brilhantes. Veste-se de maneira mais feminina, usa os cabelos soltos e penteados, roupas mais justas que valorizam suas formas. Tende a usar tons vivos, estampas florais, perfumes marcantes e acessórios delicados.

Fase Pré menstrual. A mulher está no auge de sua energia psíquica, está muito intuitiva e sensível. Ela está extremamente sensual, exuberante e misteriosa. Uma loba! Seu olhar brilha, seu humor é perspicaz. Está mais agressiva, irritada e intolerante. Veste-se de maneira provocante, usa maquiagens em tons escuros. Prefere roupas mais sóbrias e tons escuros. Expressa sua sexualidade de forma mais erótica.

Fase menstrual. Esta visivelmente casada, com olheiras, a pele tem pouco brilho. A mulher fica mais introspectiva e retraída. Tende a escolher roupas e calçados confortáveis e que escondam mais o corpo e as formas. Tende a sentir-se melancólica. O rendimento no trabalho cai e sente necessidade de conforto. Sua energia sexual decai, porém a mulher pode vivenciá-la de forma muito profunda quando permite-se fazer amor neste período. Ela está entregue e sincera tende a falar mais a verdade, não mascara as emoções. Prefere tons escuros, músicas mais lentas e melódicas.

Fez sentido pra você? Deixe sua opinião nos comentários.

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Plantar a lua

Plantar a lua - Sagrado feminino

Plantar a Lua

Em tradições matriarcais antigas, as mulheres ofereciam ritualmente o sangue menstrual à terra, como uma forma de agradecer pelo poder de gerar, fertilizando plantações com as substâncias contidas no sangue. Plantar a lua – ou seja, doar o sangue à terra – conectava mulheres à natureza e as fazia compreender, sacralizar e reverenciar seus próprios ciclos.

“O oferecimento do sangue à Terra é um costume antiquíssimo e sagrado, usado pelas mulheres das culturas da Deusa e das tradições nativas, para agradecer às dádivas recebidas e devolver à Mãe Terra a energia fertilizadora do sangue menstrual. Considerado um fluido sagrado, rico em nutrientes e imbuído de poder mágico, o sangue era a oferenda das mulheres à Grande Mãe desde os tempos mais remotos, substituído depois, nas sociedades patriarcais, pelo sangue dos sacrifícios animais ou humanos” (FAUR, 2011, p. 220).

Além das crenças envolvidas nesses rituais, doar o sangue à terra é uma prática ecológica que contribui para a manutenção do meio-ambiente. Isso se justifica porque o sangue contém alguns macronutrientes importantes para as plantas, como o nitrogênio, o fósforo e o potássio, fertilizando a terra e fortalecendo as plantas. De alguma forma, mesmo sem conhecimentos científicos, as mulheres da Antiguidade conheciam as propriedades contidas em seus próprios fluidos.

Atualmente, como uma forma de resgate às práticas de sacralização dos ciclos femininos por meio de alternativas sustentáveis, são utilizados bioabsorventes e coletores menstruais na prática ritualística de doar o sangue à terra. A orientação é que se dilua o sangue colhido na água e despeje a mistura na terra, em meditação, mentalizando sobre a transformação, em terra, da vida não gerada no útero. É uma forma de doar a energia criativa e agradecer pelas dádivas telúricas honrando nosso feminino sagrado.

Referências


FAUR, M. Círculos Sagrados para Mulheres Contemporâneas. São Paulo: Editora Pensamento, 2011.

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A Deusa mãe está em todas nós, na luz e nas sombras.

A Energia da Deusa mãe

A Mãe gera e nutre, e não cobra nada em troca.

Toda mulher tem dentro de si as três faces da Deusa: a Donzela, a Mãe e a Anciã.

A Donzela e a que inicia, a força que impulsiona, o entusiasmo. A Mãe gera, a Mãe nutre, a Mãe acolhe os filhos no ventre e os alimenta com seus seios , com seu leite. A Mãe acolhe as dores de todos em seu colo generoso.

Mesmo as mulheres que nunca passaram pela experiência da maternidade ou da gravidez conhecem esse poder. Toda mulher e uma nutriz; de seus filhos, sua família, de seus projetos,e principalmente de si mesma.

Há milênios a tarefa de alimentar tem sido preferencialmente das mulheres, mesmo em sociedades matriarcais. Nosso corpo e nosso espirito são capazes disso. Podemos usar essa força a nosso favor.

A imagem mais antiga da Deusa Mãe e a Vênus de Willendorf, que remonta aos tempos da cavernas. E uma estatua representando uma mulher gravida, ventre redondo e seios fartos, um símbolo de vida e fertilidade.

Ela é a mulher que tem segurança e autoridade para se afirmar profissionalmente. Já não e mais a Donzela inciante! Tem as rédeas de sua vida e de seus filhos. Tem dentro de si o Amor necessário para lidar com tudo e todos. Ela é a mulher que cuida, porque já sabe cuidar de si mesma. E a que gera e da a luz o que quiser: filhos, projetos, ideias, realizações. A que se doa integralmente aquilo que acredita. E faz acontecer!

Ela e a Lua cheia, o verão, o auge, a concretização. Não tem o entusiasmo da Donzela nem a sabedoria da Anciã, mas tem força para si mesma e para os filhos. Ela literalmente da Vida a tudo.

Alguns exemplos de deusas Mães são Deméter (grega, que se sacrifica por sua filha Perséfone) , Gaia (que gerou toda a vida do planeta), Isis (egípcia, que curou seu filho Hórus) .

Podemos ver traços desse aspecto do sagrado feminino também em orixás das religiões de matriz africana: Iemanjá, com seus longos cabelos oceânicos, Amor tao grande quanto o mar, e uma linda visão da Deusa Mãe.

Maria, a Mãe de Jesus, tem muito em comum com a Deusa Mãe. Temos a Nossa Senhora do Bom Parto, que abençoa mulheres no momento de dar a luz; temos centenas de representações Dela com seu Filho nos braços, e ate mesmo ao seio. Há também uma imagem muito famosa de Maria amparando Jesus na hora de sua morte, porque uma Mãe jamais se afasta de seus filhos.

E não e isso que pedimos a ela na famosa oração que leva seu nome?

A Deusa mãe está em todas nós

No Sagrado Feminino, mulheres de todas as culturas, religiões e crenças aprendem a se desvincular de padrões de beleza e regras pré-estabelecidas pela sociedade. Elas descobrem como se amar exatamente como são e passam a se enxergar como verdadeiras “Deusas”. Afinal, o ato de gerar, parir, nutrir, amar e intuir pode ser considerado uma dádiva proporcionada às mulheres.

Nesta filosofia de vida, as mulheres passam a valorizar mais seus ciclos naturais, como a menstruação, a maturidade, a gestação, o parto e a amamentação. No entanto, não são induzidas a serem radicais ao viver esses períodos ou exercer determinadas funções. O valor está em aceitar a naturalidade das coisas, seu histórico de vida, vontades e capacidades. Aprendendo a se conhecer de forma mais profunda e a aceitar os acontecimentos da vida e a si mesma, as feridas começam a ser curadas e as mulheres passam a ser mais felizes, amáveis e únicas.

Você descobre, então, que ser mulher não significa ter um parto natural, amamentar ou se sentir bem na própria pele quando está grávida. Na verdade, o objetivo é entender como você traz seu amor e feminilidade para todas essas fases da vida.

Todas as mulheres, tendo filhos ou não, tem a Mãe dentro de si.
Busque-a quando estiver precisando de força, capacidade de gerar, nutrir, fazer algo crescer.

Cuidado, no entanto com o extremo da energia da Mãe: o excesso de doação! Se você se doa demais aos seus “filhos” , não terá alimento suficiente para si mesma. Lembre-se sempre de ser sua própria Mãe também!

E não se esqueça que filhos (humanos ou não…) são criados para o mundo. Uma vez gerados, alimentados e orientados, eles seguem seu caminho. Conheça o momento de deixar as coisas seguirem por si só.

Ritual

Sugerimos um pequeno ritual para “acessar” sua força de Deusa Mãe. Isso pode ser feito quando você sentir que e necessário “dar a luz” a algo: um projeto, um novo emprego, uma viagem, uma mudança na família….

Pegue uma casca de ovo vazia (ou esculpa esse formato em argila).
Encha com um pouco de terra e plante uma semente da sua escolha em uma noite de Lua Nova.
Mentalize as seguintes palavras:
“Plantarei as sementes do meu sonho na terra fértil da minha imaginação e aguardarei uma colheita de Amor, Criatividade e Harmonia” .
Mantenha o ovo em um lugar aconchegante de sua casa e aguarde a Mãe lhe mostrar seus dons.

Fiquem todos com a força e generosidade da Mãe.

Sem o fim, não pode haver um novo começo. Conheça o aspecto destruidor da Deusa.

O aspecto menos compreendido da Grande Mãe – e, por isso, o mais temido – é a Deusa Negra, a Face Ceifadora.

Assim como a Donzela, a Mãe e a Anciã regem etapas do eterno ciclo da vida – do nascimento (plantio), amadurecimento (florescimento e frutificação) e do inevitável declínio, a Deusa Negra encerra o ciclo e representa a decomposição e a morte.

Como Ceifadora, ela é a destruidora de tudo que esgotou seu tempo, de tudo que cumpriu sua finalidade e não serve mais. É ela quem limpa a terra após a colheita para o repouso necessário à germinação de novas sementes. Seu poder é da Lua Negra, dos mistérios ocultos na escuridão, do vazio e do silêncio que antecedem o surgimento da luz, o raiar do dia e o começo de um novo ciclo. Ela ensina que sem morte não há renascimento, sem fim não pode haver um novo começo, sem dissolução do velho não há a renovação.

Como mestra da escuridão, ela orienta e conduz ao encontro da “sombra”, o aspecto perturbador e renegado do próprio ser. Se você pedir sua ajuda e tiver a coragem de mergulhar nas profundezas de seu mundo interior para descobrir, encarar, reconhecer e aceitar sua sombra, você encontrará sua autêntica identidade, livre das máscaras da personalidade. Confrontar, contemplar e assimilar o poder da sombra representam a verdadeira iniciação nos mistérios da Deusa Escura e da Lua Negra, iniciação que exige, como preço, mudanças, transformações e novos rumos. “Abraçar a sombra” significa aceitar-se assim como você realmente é – mescla de dor e alegria, medo e coragem, conquistas e perdas, sucessos e fracassos, acertos e erros, luz e sombra. Somente assim encontrará seu verdadeiro e completo poder de mulher e a integração de sua totalidade.

São manifestações da Deusa Negra: Hécate, Kali, Baba Yaga, Lilith, Cailleach, Morrigan, Hel, Ran, Sekhmet, Ereshkigal, Coatlicue.

Outro aspecto que foge da costumeira manifestação da Deusa Tríplice, relacionada à lua crescente, cheia e minguante, é a Rainha, conhecida como a Imperatriz e as rainhas dos naipes do Tarot.

Esta face da Deusa corresponde à fase da lua balsâmica, entre a lua minguante e a negra. Ela rege a maturidade, entre os 40 e os 50 ou mais anos, da mulher que ultrapassou ou negou a fase da maternidade, que está no auge e plenitude de sua expressão, afirmação e realização, mas que ainda não atingiu a sabedoria da Anciã.

Nessa fase, chamada de pré-climatério, ocorrem mudanças no corpo físico, a mente torna-se inquieta, os pensamentos são voláteis e tumultuados, a percepção é aguçada, a sensibilidade exacerbada, as emoções em conflito. É um período de inquietação e aparentes contradições, de mudanças de gostos e atitudes, de busca de “algo” vago ou indefinido no campo espiritual, profissional ou afetivo. Surgem temores em relação ao futuro, o medo do desconhecido, a preocupação com o envelhecimento, ainda mais em uma sociedade que enaltece o valor e o viço da juventude.

Dependerá da mulher passar por esta fase com dor ou com a alegria de quem já venceu batalhas, cumpriu deveres, plantou e colheu e está se aproximando de um tempo de paz e realização interior, com a segurança da experiência e as promessas de futura sabedoria.

Abençoar esta fase, rever o passado e transmutar os resíduos com o auxílio da Deusa Negra, agradecer à Donzela e à Mãe pelo plantio e a colheita, são medidas recomendáveis que abrem as portas para a Grande Mudança, quando seu sangue não mais será vertido, mas retido em seu ventre, e quando o tempo assinalará sua coroação – não mais como Rainha, mas como uma Sábia Mulher Coroada, herdeira das Matriarcas e das Mães de Clã do passado ancestral.

Kali, a negra mãe do templo

Kali Ma, a deusa ancestral hindu é venerada na Índia como um arquétipo de Devi, a Grande Mãe, de quem tudo se origina e para quem todos devem retornar. Apesar de Kali ser na verdade uma deusa Tríplice: da criação, preservação e destruição, é este seu ultimo aspecto que é mais conhecido e – para nós ocidentais – o mais difícil de compreender e aceitar, por parecer primitivo e atemorizador. Representada como uma Deusa negra, nua, com os dentes à mostra e a língua de fora, adornada por uma guirlanda de caveiras e dançando vitoriosa sobre o cadáver de Shiva, o seu consorte, Kali desafia a imagem estereotipada da Mãe Divina bondosa e amorosa e desperta nossos medos atávicos da morte e do desconhecido.

No entanto, se procurarmos conhecer seus símbolos, ultrapassando a dicotomia conceitual do bem e do mal, poderemos paulatinamente perceber toda a beleza, plenitude e grandiosidade de Kali como sendo a própria Mãe do Tempo, cuja eterna dança entre a vida e a morte nos leva da destruição para a regeneração. Uma vez compreendida sua força e seu poder transformador, Kali nos oferecerá a libertação de todos os medos – inclusive perante a morte –, livrando-nos assim dos apegos, das fantasias e das ilusões.

Observar e acatar a impermanência da vida significa aprender a difícil lição do desapego e da renúncia. A entrega é difícil, presos como estamos nas teias das ilusões, nas amarras dos apegos, na trama das compensações, que nos fazem cair novamente nas armadilhas das sensações. Acreditamos que não podemos – e nem sabemos – como renunciar, nos desapegar, mudar, deixar ir, fluir, pois para renascer, primeiro precisamos morrer. Morrer para que o velho ego dê lugar para um novo Eu, descobrindo assim a nossa verdadeira identidade e assumindo a responsabilidade pelas conseqüências das nossas ações. Como estamos vivendo na ”era de Kali” (segundo a cosmologia hindu) é do seu poder que necessitamos para dançar a dança da transformação – nossa e do mundo ao nosso redor.

Para as mulheres modernas, Kali oferece um arquétipo poderoso para despertar a sua combatividade, aprender a delimitar e defender seus espaços, lutar por seus anseios e objetivos e vencer os demônios dos medos. Reconhecendo a sombra da Mãe Terrível – em si e nos outros – elas também vão saber quando precisam usar a espada da destruição ou o lótus da compaixão.

Descobrir, aceitar, liberar e transmutar a raiva, admitir e libertar-se dos medos e das culpas, identificar e rasgar os véus das ilusões, são etapas necessárias para encarar as sombras, ultrapassar as limitações, trocar de pele e assumir o verdadeiro poder. Não o poder sobre os outros, mas o poder interior que mobiliza a vontade, quebra a inércia e liberta dos grilhões. Somente assim a mulher renascerá para uma nova compreensão e vivência do Sagrado em si, nos outros, na vida e no eterno feminino.

Meditando a respeito da sua feroz apresentação, descobriremos que a sua cor preta evoca o mistério do útero cósmico primordial e do silêncio regenerador da terra. Sua nudez revela a beleza e a singeleza da verdade. Nas mãos ela segura a espada da sabedoria que destrói as ilusões, a tesoura que corta os apegos e as dependências, a cabeça decapitada que recomenda libertar-se do controle pela mente racional e os jogos egóicos, o lótus que promete a expansão da consciência e a realização espiritual. A guirlanda de caveiras é formada pelo colar das existências passadas, amarradas pelo cordão umbilical dos nascimentos futuros. Dançando freneticamente sobre o corpo morto do seu consorte, Kali o reanima, transformando o cadáver (Shava em sânscrito) em Shiva – o deus da dança e do poder fertilizador. As serpentes que envolvem seus braços simbolizam a força transformadora de Shakti, o princípio feminino da sexualidade e da vida, transmitido ao Shiva pela dança de Kali.

Aceitando a idéia da necessidade do processo de destruição para limpar o velho e abrir espaço para o novo, é fácil compreender os amplos atributos de Kali, seja como uma deusa guerreira que usa suas armas com coragem e sem pena, seja como uma deusa mãe criadora e preservadora da vida, bem como a negra ceifadora que acompanha o eterno e imutável processo de decadência, decomposição e regeneração.

Dependerá do seu momento e da sua prioridade conectar se e invocar um destes aspectos, com pleno conhecimento dos seus atributos, bem como tendo a plena consciência da responsabilidade da escolha e das conseqüências do seu pedido. Lembre-se que “às vezes é melhor não pedir do que pedir demais” e que “um presente requer sempre uma retribuição”. Portanto, cuidado com que pedir, pois poderá por Kali ser atendida!

Referências


A DEUSA MÃE – SAGRADO FEMININO. Disponível em: http://www.caminhosdotaro.com.br/deusa-mae/
Sagrado Feminino: O empoderamento através de instintos, ciclos e conexões. Disponível em: http://entrecultura.com.br/2016/07/21/sagrado-feminino-o-empoderamento-atraves-de-instintos-ciclos-e-conexoes/
Fonte: Mirella Faur -http://www.teiadethea.org

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A lua e os ciclos femininos

As fases da lua

A Lua é o corpo celeste mais próximo da Terra (384.000 km de distância), que se movimenta tanto ao redor do planeta quanto de si mesma. Seu movimento ao redor da Terra dura aproximadamente 27 dias e 8 horas, tempo chamado de período sideral. Já o período entre duas fases iguais e consecutivas é chamado de lunação (ou mês lunar) e dura aproximadamente 29,5 dias.

À medida que a Lua se desloca em sua órbita ao redor da Terra, é vista formando alguns ângulos com o Sol (que é a sua fonte de iluminação). Por isso, ela aparece sob diferentes aspectos (fases lunares), durante os quais sua forma parece variar gradualmente, sempre a partir de uma mesma face – ainda que todas as faces da Lua sejam iluminadas pelos raios solares, somente um lado pode ser visto pela Terra.

Para compreender o movimento de uma lunação, é possível divido-lo em quatro principais fases: Lua nova, Lua quarto-crescente, Lua cheia e Lua quarto-minguante. Na Lua nova, a face iluminada não pode ser vista da Terra, e vai ficando cada vez mais visível até, aproximadamente 1 semana depois, chegar em sua fase Quarto-crescente – nesta fase, metade do disco iluminado já pode ser vista da Terra. Na Lua cheia, toda a face iluminada está voltada para a Terra, e torna a ficar gradativamente menos visível, chegando em sua fase Quarto-minguante, quando, novamente, somente metade do disco iluminado pode ser visto, mas em sentido contrário ao de sua fase Quarto-crescente.

Para marcar a passagem do tempo, alguns povos antigos se baseavam em fenômenos naturais que se repetem periodicamente, como os movimentos do Sol e da Lua. Há cerca de 5.500 anos, surgiu um dos primeiros calendários, o dos povos que habitavam a Babilônia. O calendário babilônico era lunissolar, o que significa que utilizava o Sol e a Lua como referências. O ano era composto de 12 meses lunares (com durações de 29 ou 30 dias), possuindo, portanto, 354 dias – 11 a menos que o ano contado a partir da observação do Sol. Para ajustar o ano lunar com o ano solar, periodicamente era acrescentado um 13º mês.

“A Lua sempre foi considerada o marcador natural das mudanças periódicas que ocorriam no reino mineral, vegetal e animal, assinalando as etapas e os padrões do eterno ciclo de vida e morte. Como um espelho prateado, a Lua mostrava o momento certo para o plantio, a colheita, o acasalamento de animais, a caça, a pesca, as viagens e as mudanças climáticas” (FAUR, 2015, p.453)./

O ciclo lunar pessoal

Além de ser uma das principais influências de calendários em uso pelos povos primitivos, o padrão rítmico da Lua era relacionado aos ciclos femininos, às épocas de fertilidade animal, de plantio e colheita e ao movimento das marés. Considerada por várias culturas como o símbolo celeste do feminino, a Lua era invocada em rituais para promover a fertilidade e assegurar o crescimento e a nutrição vegetal, animal e humana.

É fato que a Lua exerce influências sobre as marés, as plantas e os comportamentos animais. E ainda que haja bastante especulação acerca de tal temática, suspeita-se que ela realmente também exerça influências sobre o corpo humano, além de simbolizar movimentos dos ciclos femininos. Um exemplo é que a duração aproximada dos ciclos menstruais é a mesma do mês lunar – 29 dias. Além disso, em muitos idiomas, as palavras para Lua, mês e menstruação têm raízes semelhantes.

Donna Cunnighan afirma que, na Antiguidade, mulheres costumavam menstruar juntas na mesma fase lunar, tendo em vista que, principalmente na vida tribal, elas viviam em grande proximidade e celebravam juntas cada mudança de seus ciclos e as correspondências com os ciclos naturais. Ademais, cada fase dos ciclos femininos seria representada por alguma figura arquetípica proveniente de divindades femininas, das faces da Deusa-mãe e fases da Lua.

A mulher seria, portanto, regida por um ciclo lunar pessoal, em que as fases lunares representam os estados da alma, os valores do inconsciente, as emoções, o psiquismo, a receptividade, sensitividade, fertilidade, inspiração e intuição. Cada passagem da Lua caracteriza aspectos psicológicos e estágios de transformação que acompanham a trajetória mensal e anual da vida da mulher.

Na Lua Nova, a maré está baixa e a seiva das plantas está concentrada nas raízes. Relacionada ao Inverno, esta etapa representa o arquétipo da Bruxa. É o tempo oportuno para transmutar as energias e dar lugar às novas coisas, iniciar novos projetos, plantar novas sementes.

No Quarto-crescente, com o aumento da influência gravitacional da Lua sobre a Terra, a seiva das plantas começa a subir. Esta etapa é relacionada à Primavera e representa o arquétipo da Jovem, sendo uma fase de crescimento, fertilidade, período ideal para revisar projetos e dar início a outros.

Na Lua Cheia, a maré está alta e a seiva das plantas se encontra nas folhas. É uma fase relacionada ao Verão, representando o arquétipo da Mãe. A energia está em seu potencial máximo e é tempo de muita expressividade, criatividade, plenitude, amadurecimento e colheita dos frutos plantados.

No Quarto-minguante, a seiva das plantas começa a se mover para baixo, com a diminuição da influência gravitacional da Lua. É relacionada ao Outono e representa o arquétipo da Xamã, a Anciã, estando presentes energias de finalização, desintegração, reorganização, limpeza, reflexão e descanso.

Ciclo da lua branca e ciclo da lua vermelha

Mirella Faur, referência no movimento de Retorno do Sagrado Feminino, diz que, do ponto de vista mágico, há dois tipos de ciclos menstruais determinados em função da fase lunar em que ocorre a menstruação: o ciclo da lua vermelha e o ciclo da lua branca.

A mulher pertence ao ciclo da lua branca quando ovula na lua cheia e menstrua na lua negra (sendo o quinto dia a lua minguante, a lua negra acontece nos três dias que antecedem a lua nova). Quando a mulher menstrua por esse ciclo, geralmente ela apresenta melhores condições energéticas parar expressar suas energias criativas e nutridoras, já que nesse caso o auge da fertilidade ocorre durante a lua cheia, estabelecendo relação com o arquétipo da mãe e cuidadora – aspecto do feminino normalmente aceito pelo sistema patriarcal.

Por outro lado, a mulher que ovula na lua negra e menstrua na lua cheia pertence ao ciclo da lua vermelha. Nesse caso, como o auge da fertilidade acontece na fase escura da lua, as energias criativas são direcionadas ao desenvolvimento interior e a energia sexual é usada para fins mágicos, relacionando-se com o arquétipo da bruxa, maga ou feiticeira – aspecto do feminino costumeiramente negligenciado e temido pelo patriarcado.

“Ambos os ciclos são expressões da energia feminina, nenhum deles sendo melhor ou mais correto que o outro. Ao longo de sua vida, a mulher vai oscilar entre os ciclos Branco e Vermelho, em função de seus objetivos, de suas emoções e ambições ou das circunstâncias ambientais e existenciais” (FAUR, 2015, p. 499).

Para pertencer ao ciclo da lua branca ou vermelha, a mulher não necessariamente precisa ovular e menstruar nos dias exatos da lunação mencionada anteriormente. Se, por exemplo, ela menstruar dois dias após a lua negra, ainda assim pertencerá ao ciclo da lua branca. Segundo Mirella Faur, a tendência é que, com o passar do tempo, exercitando essas práticas de auto-observação, os ciclos passem a regular-se de forma mais sincrônica.

A influência das energias lunares características de cada fase não é fixa e, nas mulheres, depende também do ciclo ao qual ela pertence (Lua Vermelha ou Lua Branca) e do momento da vida de cada uma. Desse modo, para sintonizar-se com as energias da Lua e compreender os próprios processos, é importante meditar e observar os próprios ciclos.

“Se o ano é uma canção, a Lua é a batida do tambor que marca o ritmo com suas fases, mudando o tom ao passar pelos signos zodiacais, crescendo e minguando por treze vezes enquanto completa um círculo perfeito” (MORGAN, 1995, apud FAUR, 2011, p. 207).

Referências

CUNNINGHAN, D. A Lua na Sua Vida. Rio de Janeiro: Record – Nova Era, 1999.
FAUR, M. O Anuário da Grande Mãe. São Paulo: Editora Alfabeto, 2015.
FAUR, M. Círculos Sagrados para Mulheres Contemporâneas. São Paulo: Editora Pensamento, 2011.

Fonte

https://mulherciclica.blogspot.com.br/2016/11/aluaeosciclosfemininos.html